Vestuário na Roma Antiga
Também no vestuário Roma recebeu influência dos gregos. As roupas mais usadas pelos romanos eram as togas, muito semelhantes ao himation usado na Grécia Antiga.Em Roma vestia-se uma túnica por baixo e a toga por cima. Essa toga era muito volumosa e suas características possibilitavam a identificação do grupo social do portador através do tamanho, forma ou cor da roupa.
Escravos, plebeus e mesmo soldados costumavam usar apenas uma túnica sobre o corpo.
Cobertura para a cabeça
Os romanos não tinham por hábito cobrir a cabeça, a não ser por ocasião de uma viagem. Nessas alturas poderiam colocar o petasus, um chapéu de abas largas, ou o cuculo, um capuz. Quando efetuavam sacrifícios, os homens romanos tapavam as cabeças com uma banda da toga ou do pallium.Entre as mulheres existia o hábito de cobrir-se com a palla (um manto comprido que chegava até os pés) quando se deixava a casa. As viúvas utilizavam o ricinium, uma espécie de xale.
Roupa interior
Sabe-se pouco no que diz respeito à roupa interior (indumenta). As mulheres utilizavam uma faixa de tecido no peito (fascia pectoralis, também designada pelos nomes mammilia, strophium ou taenia) e o subligaculum, uma faixa de tecido colocada em volta dos rins. Esta última peça era também usada de início pelos homens, mas foi abandonada.Vestuário das crianças
As crianças usavam a toga praetexta, uma toga que possuía uma banda púrpura. A partir dos 17 anos, os rapazes tomavam a toga uirilis, evento que significa a entrada na vida adulta e era marcado por uma cerimônia; as meninas usariam a stola a partir do momento em que se casassem.Deuses Romanos
Deuses Romanos são divindades que fazem parte da mitologia romana.
A Religião Romana
A religião romana configura-se como politeísta; ela possui um numero imenso de divindades, as quais surgiram na medida em que Roma conquistava novos povos que habitaram a península do Lácio, entre os quais Sabinos, Latinos, Etruscos, que viviam naquele território e de outros, como os Gregos e Frísios, que viviam em outras regiões fora da península. Devemos ressaltar aqui, o fato de a cultura e religião gregas terem influenciado muito os romanos na formação de seu panteão, ao ponto de alguns estudiosos afirmarem que eles conquistaram aquele povo, mas por eles foram, culturalmente conquistados.
A Mitologia romana divide-se entre a tardia e mais literária e a antiga e ritualística e, ademais, ainda são divididos em 2 grupos: os "di indigetes", cujos deuses são do território de Roma, e os"di novensides", cuja origem é estrangeira.
Por outro lado, possuíam um sistema bastante elaborado de rituais, como o "Pax Deorum"
– que consistia muitas vezes em danças, invocações ou sacrifícios, os
quais eram aprendidos em escolas de sacerdócio e grupos relacionados aos
deuses. Note que, apesar de serem imortais, estes deuses possuíam características e atitudes humanas e, por esse motivo, precisavam ser apaziguados.
Deuses Romanos e alguns de seus correlatos Gregos
APOLO (Appolo) APOLO - deus da música, da poesia, da adivinhação (oráculos) e do Sol; protetor das Artes.
BACO (Bacchus) DIONÍSIO - deus do vinho e do delírio místico.
CARMENTA (Carmenta) - deusa das fontes e da profecia.
CERES (Ceres) DEMÉTER - deusa dos frutos e da terra; aparece em Roma, quando os Etruscos atacaram.
CIBELE (Cybela) REIA - mãe dos deuses; deusa da Natureza.
CONSO (Consus) - deus protetor do grão enterrado; o rapto das Sabinos aconteceu na sua primeira festa.
DIANA (Diana) ÁRTEMIS - deusa da Lua, da caça, da castidade.
EROS (Eros) EROS - o Amor personificado.
FAUNO (Faunus) PÃ - deus da fecundidade, protetor dos rebanhos e dos pastores, deus dos animais.
FLORA (Flora) - deusa de tudo o que floresce; esposa de Zéfiro.
JANO (Ianus) - deus da luz; tem dois rostos (um atrás e outro à frente); o seu templo, na entrada do fórum, tinha a porta aberta em tempo de guerra; foi-lhe consagrado o mês de Janeiro.
JUNO (Iuno) HERA- esposa de Júpiter, deusa da mulher, protectora do casamento e dos filhos.
JÚPITER (Iuppiter) ZEUS- grande protetor de Roma, deus do céu, da chuva, da luz e do raio; rei dos deuses.
LIBER (Liber) - deus da vinha (mais tarde confundido com Baco).
MARTE (Mars, Martis) ARES - pai de Rômulo e do povo romano; deus das colheitas e da guerra; foi-lhe consagrado o nome do primeiro mês do primitivo ano dos romanos.
MERCÚRIO (Mercurius) HERMES - deus do comércio, das estradas, da eloquência; mensageiro dos deuses.
MINERVA (Minerua) ATENA - deusa dos artistas e da inteligência; protetora do comércio e da indústria.
NEPTUNO (Neptunus) POSÍDON - deus do Mar.
PALES (Pales) - gênio, deus ou deusa dos rebanhos e dos pastores.
PLUTÃO (Pluto) HADES - deus dos Infernos.
POMONA (Pomona) - divindade dos frutos e das árvores.
QUIRINO (Quirinus) deus das colheitas, confundido com Rômulo e com Marte.
SATURNO (Saturnus) CRONOS - céu; pai de Júpiter; deus das sementeiras.
TELURE (Tellus) GEIA - deusa da terra ou das colheitas.
URANO (Uranus) URANO - personificação do Céu.
VERTUMNO (Vertumnus) - deus das estações do ano e do comércio.
VESTA (Vesta) - deusa do lar e do fogo (do lar).
VÉNUS (Venus) AFRODITE - deusa do Amor, da beleza; nascida das ondas do mar.
VULCANO (Vulcanus) HEFESTO- marido de Vénus; deus do fogo; com o auxílio dos Ciclopes, forjava os raios de Júpiter.
Curiosidades
Netuno era o de maior importância, considerado a divindade suprema do panteão romano.
Cada entidade divina representava forças da natureza ou sentimentos humanos.
O romano, que impregnava a sua vida pelo "numen", uma força divina indefinida presente em todas as coisas.
A expansão territorial do Império levou à incorporação de cultos orientais, bem como região daquele território, como o deus persa Mitra, o qual incluía a crença num redentor que perpetrava o batismo e a comunhão pelo pão e pelo vinho.
Roma
História de Roma Antiga e o Império Romano
República Romana, expansionismo da Roma
Antiga, crise
na República , Império Romano
Guerras Púnicas, gladiadores, decadência do Império Romano, mitologia romana
Guerras Púnicas, gladiadores, decadência do Império Romano, mitologia romana
Mito da fundação de Roma: loba amamentando Rômulo e Remo
Introdução
A história de Roma Antiga é fascinante em função da cultura desenvolvida e dos avanços conseguidos por esta civilização. De uma pequena cidade, tornou-se um dos maiores impérios da antiguidade. Dos romanos, herdamos uma série de características culturais. O direito romano, até os dias de hoje está presente na cultura ocidental, assim como o latim, que deu origem a língua portuguesa, francesa, italiana e espanhola.
A história de Roma Antiga é fascinante em função da cultura desenvolvida e dos avanços conseguidos por esta civilização. De uma pequena cidade, tornou-se um dos maiores impérios da antiguidade. Dos romanos, herdamos uma série de características culturais. O direito romano, até os dias de hoje está presente na cultura ocidental, assim como o latim, que deu origem a língua portuguesa, francesa, italiana e espanhola.
Origem
de Roma: explicação mitológica
Os romanos explicavam a origem de sua cidade através do mito de Rômulo e Remo. Segundo a mitologia romana, os gêmeos foram jogados no rio Tibre, na Itália. Resgatados por uma loba, que os amamentou, foram criados posteriormente por um casal de pastores. Adultos, retornam a cidade natal de Alba Longa e ganham terras para fundar uma nova cidade que seria Roma.
Os romanos explicavam a origem de sua cidade através do mito de Rômulo e Remo. Segundo a mitologia romana, os gêmeos foram jogados no rio Tibre, na Itália. Resgatados por uma loba, que os amamentou, foram criados posteriormente por um casal de pastores. Adultos, retornam a cidade natal de Alba Longa e ganham terras para fundar uma nova cidade que seria Roma.
Origens
de Roma : explicação histórica e Monarquia Romana (753 a.C a 509 a.C)
De acordo com os historiadores, a fundação de Roma resulta da mistura de três povos que foram habitar a região da Península Itálica: gregos, etruscos e italiotas. Desenvolveram na região uma economia baseada na agricultura e nas atividades pastoris. A sociedade, nesta época, era formada por patrícios ( nobres proprietários de terras ) e plebeus ( comerciantes, artesãos e pequenos proprietários ). O sistema político era a monarquia, já que a cidade era governada por um rei de origem patrícia.
A religião neste período era politeísta, adotando deuses semelhantes aos dos gregos, porém com nomes diferentes. Nas artes destacava-se a pintura de afrescos, murais decorativos e esculturas com influências gregas.
De acordo com os historiadores, a fundação de Roma resulta da mistura de três povos que foram habitar a região da Península Itálica: gregos, etruscos e italiotas. Desenvolveram na região uma economia baseada na agricultura e nas atividades pastoris. A sociedade, nesta época, era formada por patrícios ( nobres proprietários de terras ) e plebeus ( comerciantes, artesãos e pequenos proprietários ). O sistema político era a monarquia, já que a cidade era governada por um rei de origem patrícia.
A religião neste período era politeísta, adotando deuses semelhantes aos dos gregos, porém com nomes diferentes. Nas artes destacava-se a pintura de afrescos, murais decorativos e esculturas com influências gregas.
República
Romana (509 a.C. a 27 a.C)
Durante o período republicano, o senado Romano ganhou grande poder político. Os senadores, de origem patrícia, cuidavam das finanças públicas, da administração e da política externa. As atividades executivas eram exercidas pelos cônsules e pelos tribunos da plebe.
A criação dos tribunos da plebe está ligada às lutas dos plebeus por uma maior participação política e melhores condições de vida.
Em 367 a.C, foi aprovada a Lei Licínia, que garantia a participação dos plebeus no Consulado (dois cônsules eram eleitos: um patrício e um plebeu). Esta lei também acabou com a escravidão por dívidas (válida somente para cidadãos romanos).
Durante o período republicano, o senado Romano ganhou grande poder político. Os senadores, de origem patrícia, cuidavam das finanças públicas, da administração e da política externa. As atividades executivas eram exercidas pelos cônsules e pelos tribunos da plebe.
A criação dos tribunos da plebe está ligada às lutas dos plebeus por uma maior participação política e melhores condições de vida.
Em 367 a.C, foi aprovada a Lei Licínia, que garantia a participação dos plebeus no Consulado (dois cônsules eram eleitos: um patrício e um plebeu). Esta lei também acabou com a escravidão por dívidas (válida somente para cidadãos romanos).
Formação
e Expansão do Império Romano
Após dominar toda a península itálica, os romanos partiram para as conquistas de outros territórios. Com um exército bem preparado e muitos recursos, venceram os cartagineses, liderados pelo general Anibal, nas Guerras Púnicas (século III a.C). Esta vitória foi muito importante, pois garantiu a supremacia romana no Mar Mediterrâneo. Os romanos passaram a chamar o Mediterrâneo de Mare Nostrum.
Após dominar Cartago, Roma ampliou suas conquistas, dominando a Grécia, o Egito, a Macedônia, a Gália, a Germânia, a Trácia, a Síria e a Palestina.
Após dominar toda a península itálica, os romanos partiram para as conquistas de outros territórios. Com um exército bem preparado e muitos recursos, venceram os cartagineses, liderados pelo general Anibal, nas Guerras Púnicas (século III a.C). Esta vitória foi muito importante, pois garantiu a supremacia romana no Mar Mediterrâneo. Os romanos passaram a chamar o Mediterrâneo de Mare Nostrum.
Após dominar Cartago, Roma ampliou suas conquistas, dominando a Grécia, o Egito, a Macedônia, a Gália, a Germânia, a Trácia, a Síria e a Palestina.
Com
as conquistas, a vida e a estrutura de Roma passaram por significativas
mudanças. O império romano passou a ser muito mais comercial do que agrário.
Povos conquistados foram escravizados ou passaram a pagar impostos para o
império. As províncias (regiões controladas por Roma) renderam grandes
recursos para Roma. A capital do Império Romano enriqueceu e a vida dos romanos
mudou.
Principais
imperadores romanos : Augusto (27 a.C. - 14 d.C), Tibério (14-37), Caligula
(37-41), Nero (54-68), Marco Aurelio (161-180), Comodus (180-192).
pão e circo |
Pão
e Circo
Com o crescimento urbano vieram também os problemas sociais para Roma. A escravidão gerou muito desemprego na zona rural, pois muitos camponeses perderam seus empregos. Esta massa de desempregados migrou para as cidades romanas em busca de empregos e melhores condições de vida. Receoso de que pudesse acontecer alguma revolta de desempregados, o imperador criou a política do Pão e Circo. Esta consistia em oferecer aos romanos alimentação e diversão. Quase todos os dias ocorriam lutas de gladiadores nos estádios ( o mais famoso foi o Coliseu de Roma ), onde eram distribuídos alimentos. Desta forma, a população carente acabava esquecendo os problemas da vida, diminuindo as chances de revolta. |
Cultura
Romana
A cultura romana foi muito influenciada pela cultura grega. Os romanos "copiaram" muitos aspectos da arte, pintura e arquitetura grega.
Os balneários romanos espalharam-se pelas grandes cidades. Eram locais onde os senadores e membros da aristocracia romana iam para discutirem política e ampliar seus relacionamentos pessoais.
A língua romana era o latim, que depois de um tempo espalhou-se pelos quatro cantos do império, dando origem na Idade Média, ao português, francês, italiano e espanhol.
A mitologia romana representava formas de explicação da realidade que os romanos não conseguiam explicar de forma científica. Trata também da origem de seu povo e da cidade que deu origem ao império. Entre os principais mitos romanos, podemos destacar: Rômulo e Remo e O rapto de Proserpina.
A cultura romana foi muito influenciada pela cultura grega. Os romanos "copiaram" muitos aspectos da arte, pintura e arquitetura grega.
Os balneários romanos espalharam-se pelas grandes cidades. Eram locais onde os senadores e membros da aristocracia romana iam para discutirem política e ampliar seus relacionamentos pessoais.
A língua romana era o latim, que depois de um tempo espalhou-se pelos quatro cantos do império, dando origem na Idade Média, ao português, francês, italiano e espanhol.
A mitologia romana representava formas de explicação da realidade que os romanos não conseguiam explicar de forma científica. Trata também da origem de seu povo e da cidade que deu origem ao império. Entre os principais mitos romanos, podemos destacar: Rômulo e Remo e O rapto de Proserpina.
Religião
Romana
Os romanos eram politeístas, ou seja, acreditavam em vários deuses. A grande parte dos deuses romanos foram retirados do panteão grego, porém os nomes originais foram mudados. Muitos deuses de regiões conquistadas também foram incorporados aos cultos romanos. Os deuses eram antropomórficos, ou seja, possuíam características ( qualidades e defeitos ) de seres humanos, além de serem representados em forma humana. Além dos deuses principais, os romanos cultuavam também os deuses lares e penates. Estes deuses eram cultuados dentro das casas e protegiam a família.
Principais deuses romanos : Júpiter, Juno, Apolo, Marte, Diana, Vênus, Ceres e Baco.
Os romanos eram politeístas, ou seja, acreditavam em vários deuses. A grande parte dos deuses romanos foram retirados do panteão grego, porém os nomes originais foram mudados. Muitos deuses de regiões conquistadas também foram incorporados aos cultos romanos. Os deuses eram antropomórficos, ou seja, possuíam características ( qualidades e defeitos ) de seres humanos, além de serem representados em forma humana. Além dos deuses principais, os romanos cultuavam também os deuses lares e penates. Estes deuses eram cultuados dentro das casas e protegiam a família.
Principais deuses romanos : Júpiter, Juno, Apolo, Marte, Diana, Vênus, Ceres e Baco.
Crise
e decadência do Império Romano
Por volta do século III, o império romano passava por uma enorme crise econômica e política. A corrupção dentro do governo e os gastos com luxo retiraram recursos para o investimento no exército romano. Com o fim das conquistas territoriais, diminuiu o número de escravos, provocando uma queda na produção agrícola. Na mesma proporção, caia o pagamento de tributos originados das províncias.
Em crise e com o exército enfraquecido, as fronteiras ficavam a cada dia mais desprotegidas. Muitos soldados, sem receber salário, deixavam suas obrigações militares.
Por volta do século III, o império romano passava por uma enorme crise econômica e política. A corrupção dentro do governo e os gastos com luxo retiraram recursos para o investimento no exército romano. Com o fim das conquistas territoriais, diminuiu o número de escravos, provocando uma queda na produção agrícola. Na mesma proporção, caia o pagamento de tributos originados das províncias.
Em crise e com o exército enfraquecido, as fronteiras ficavam a cada dia mais desprotegidas. Muitos soldados, sem receber salário, deixavam suas obrigações militares.
Os
povos germânicos, tratados como bárbaros
pelos romanos, estavam forçando a penetração pelas fronteiras do norte do
império. No ano de 395, o imperador Teodósio resolve dividir o império em:
Império Romano do Ocidente, com capital em Roma e Império Romano do Oriente (Império
Bizantino), com capital em Constantinopla.
Em 476, chega ao fim o Império Romano do Ocidente, após a invasão de diversos povos bárbaros, entre eles, visigodos, vândalos, burgúndios, suevos, saxões, ostrogodos, hunos etc. Era o fim da Antiguidade e início de uma nova época chamada de Idade Média.
Em 476, chega ao fim o Império Romano do Ocidente, após a invasão de diversos povos bárbaros, entre eles, visigodos, vândalos, burgúndios, suevos, saxões, ostrogodos, hunos etc. Era o fim da Antiguidade e início de uma nova época chamada de Idade Média.
Legado
Romano
Muitos
aspectos culturais, científicos, artísticos e linguísticos romanos chegaram
até os dias de hoje, enriquecendo a cultura ocidental. Podemos destacar como
exemplos deste legado: o Direito Romano, técnicas de arquitetura, línguas
latinas originárias do Latim (Português, Francês, Espanhol e Italiano),
técnicas de artes plásticas, filosofia e literatura.
CURIOSIDADES
A arte na Grécia Antiga
As manifestações artísticas no mundo grego alcançaram notável desenvolvimento, refletindo as tradições e as principais transformações que ocorreram nessa sociedade ao longo da antigüidade.
A arte grega è antropocentrica, preocupada com o realismo, procurou exaltar a beleza humana, destacando a perfeição de suas formas, è ainda racionalista, refletindo em suas manifestações as observações concretas dos elementos que envolvem o homem.
A arte Pré Helênica
A arte cretense chegou até nós a partir das ruínas do Palácio de Cnossos, e demonstra a influência das civilizações do Oriente Próximo, como a grandiosidade do próprio palácio, assim como as características da pintura, principalmente as figuras humanas, normalmente caracterizadas pela cabeça em perfil e os olhos de frente; o corpo de frente e as pernas de perfil.
A arte micênica caracterizou-se principalmente pelo desenvolvimento da arquitetura, tendo como modelo o megaron micênico (sala central do palácio de Micenas) e pelo desenvolvimento do artesanato em cerâmica, onde encontramos figuras decorativas, retratando cenas do cotidiano. Apesar da forte influência cretense, a arte micênica tendeu a desenvolver elementos peculiares, iniciando uma distanciação das influências orientais.
Homens e deuses na arte grega
Para
compreendermos melhor as manifestações artísticas dos gregos é
necessário retomar a importância da religião e de sua manifestação na
vida humana.
A MITOLOGIA significa o estudo dos mitos, ou seja , o estudo da história dos deuses. Isso quer dizer que, para os gregos, cada deus nasceu em um certo momento e desenvolveu sua vida com características próprias. Mais, os gregos deram representavam os deuses com a forma humana e principalmente acreditavam que possuíam virtudes e defeitos.
A religião grega dava grande valor aos deuses ao mesmo tempo em que dava grande valor aos homens. Por isso sua cultura é considerada antropocêntrica, individualista e racional; é ainda hedonista, possibilitando ao homem a realização de obras de que reflitam seus sentimentos internos, produzindo por prazer, sem ser utilitarista, como vimos na cultura antiga oriental, pragmática.
A arquitetura grega
A principal manifestação da arquitetura foram os templos gregos.
O fato de serem politeístas e de acreditarem na semelhança entre deuses e homens, criou uma expressão religiosa singular no Mundo Grego, sendo que os templos dos mais variados deuses se espalharam por todas as cidades gregas.
Os templos eram construídos normalmente sobre uma plataforma de um metro de altura chamada estereóbato.
Os edifícios públicos também têm importância arquitetônica e refletem as transformações [políticas vividas pelas principais cidades gregas, como Atenas.
A utilização de colunas de pedra é uma das características marcantes da arquitetura grega, sendo responsável pelo aspecto monumental das construções.
A princípio as colunas obedeceram a dois estilos: o Dórico, mais simples e "mais pesado" , e o Jônico, considerado "mais suave". No século V surgiu o estilo Coríntio, considerado mais ornamentado, refinado. Foi neste século V , também conhecido como século de ouro ou ainda século de Péricles, que a arquitetura conheceu seu maior desenvolvimento, tendo como grande exemplo o Partenon de Atenas, do arquiteto Ictino.
A escultura grega

Entre
os séculos XI e IX a.C. a escultura produziu pequenas obras,
representando figuras humanas, em argila ou marfim. Durante o período
arcaico a pedra tornou-se o material mais utilizado, comum nas simples
estátuas de rapazes ( Kouros) e de moças (Korés) e ainda refletiam a
influência externa.
O apogeu da escultura ocorreu no período clássico, durante o século V , quando as obras ganharam maior realismo, procurando refletir a perfeição das formas e a beleza humana, e posteriormente ganharam dinamismo, como se percebe no Discóbolo de Miron.
http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=43
| CURIOSIDADES |
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Virgínia Brandão
Os gregos apreciam comer bem e desenvolveram, através dos tempos, uma
culinária característica, considerada uma das mais saudáveis (baixo teor
de gordura), saborosas e variadas do mundo, baseada no que a produção
local disponibiliza.
Essa tradição de
comida saudável vem de longa data. Já para os antigos gregos a alimentação era o melhor meio de
se manter a
saúde. Prova disto é que ao famoso Hipócrates de Cós (o pai da medicina,
século 5 a.C.) são atribuídos textos de dietética que constituem um
verdadeiro receituário, com uma listagem minuciosa dos alimentos
consumidos na Grécia Clássica: o azeite de oliva, os peixes e frutos do
mar, muitos dos quais eram conservados e salgados, e os vinhos - tal
como acontece hoje - já eram importantes na dieta do povo naquela época.
Mas a cozinha do
país foi mudando ao longo dos tempos, à medida que a Grécia foi sofrendo
influências ditadas pela História e hoje pode ser considerada uma
simbiose da culinária do Mediterrâneo Oriental com alguma influência
italiana e balcânica.
Durante séculos, a Grécia fez parte do Império Otomano, que subjugou o
decadente império com sede em Constantinopla. As tendências culinárias
foram se cruzando. Se foram os turcos que influenciaram a cozinha grega,
ou se aconteceu o contrário, é uma discussão interminável, mas o fato é
que as semelhanças entre a cozinha grega atual e outras do Mediterrâneo
Oriental são gritantes. Pratos como o charutinho com folhas de uva , ou
de repolho, (dolmas em grego) aparecem na cozinha grega, na libanesa e
também na de alguns paises balcânicos que fizeram parte do Império
Otomano. A presença balcânica será sensível na difusão do iogurte, outro
traço característico da cozinha grega.
O tsatsiki, o
iogurte com uma salada de pepino é mais um exemplo dessa simbiose, pois,
também, é muito popular na Síria e no Líbano,
O prazer da
comensalidade e da boa mesa
Se bem a alimentação era indispensável para fortalecer os homens para a
guerra, os gregos nunca desprezaram os prazeres da mesa em tempos de
paz. Consideravam as refeições comunitárias como uma marca de
civilização e o banquete como uma manifestação artística e a negação da
barbárie.
A vida social dos gregos inclui horas ao redor de uma mesa, em alguma
taverna, comendo, bebendo e conversando, tanto no almoço, depois do qual
fazem a siesta, como no jantar.
O clima , a natureza , as paisagens paradisíacas, a música e a alegria e
hospitalidade do povo grego, deixam a comida ainda mais gostosa e
prazerosa.
Os Ingredientes
Graças ao seu clima e à sua posição geográfica junto ao Mediterrâneo, a
Grécia tem o privilégio de produzir ingredientes muito saborosos; as
frutas e hortaliças amadurecem em todo seu esplendor, sem umidade, com
toda a intensidade dos aromas, cores e nuances ao paladar. Os tomates
são extremamente doces, os pepinos muito crocantes, as frutas um capítulo à parte
- a Grécia é a maior exportadora para
a Europa de pêssegos, damascos, melões, cerejas e melancias.
O cereal básico da
comida grega é o trigo, porém cevada também é comum. Vegetais
importantes na culinária grega incluem tomate, berinjela, ervilha,
quiabo e cebola. Pratos com peixe também são comuns, especialmente nas
regiões costeiras. Óleo de oliva, produzido das árvores proeminentes
pela Grécia, adiciona o sabor distinto da comida grega.
Como na Grécia não existem pastos
para criação de gado bovino, eles criam ovelhas, cabras e carneiros, que
não necessitam de terras muito férteis. Portanto, os pratos mais
tradicionais, levam em suas receitas a carne de carneiro.
A Cozinha
Com exceção das
ilhas, a imagem da cozinha grega não se associa aos peixes. É uma
cozinha de terra firme, de cultivos, que tem como base a berinjela, os
tomates, as abóboras, os pimentões, o pepino, os alhos, o grão-de-bico,
o feijão ou as lentilhas e o arroz.
A culinária grega baseia-se em ingredientes frescos. Carne ou peixes são
simplesmente grelhados servidos com ervas, especialmente o extremamente
cheiroso orégano, ou molho de limão. Carneiro, frango e porco podem ser
servidos grelhados em bistecas (brizola), em espetinhos como um
churrasco (souvláki), ou, ainda, cozidos em saborosos molhos. As
costeletas de carneiro são deliciosas. À base de tomate com especiarias,
há o stifado, cozido de carne ou polvo, com ervas,
tomate, cebolinhas, azeite, vinagre e suave sabor de canela. Da
culinária mais tradicional destacam-se as massas como o mussaká, que é
uma espécie de lasanha com berinjela e o pasticcio, com macarrão, carne
e molho bechamel.
Os peixes e
frutos do mar recém pescados, fritos ou grelhados, fazem parte
integrante da culinária grega.
Destacam-se o octapodi (polvo) e a kalamarakia (lulas); a Barbúnia
(trilha) e o Lavráki (robalo) ou os excelentes garides
(camarões) e astakós (lagostas).
O limão está
presente em muitos pratos gregos e é preponderante no avgolemono, a mais
popular sopa do país, de paladar bem marcante, a base de arroz, ovo e
limão. A mesma combinação de limão e ovo é usada no molho avgolemono,
que serve para muitos tipos de carne.
Usam-se elementos doces e salgados; e ingredientes como nozes e gergelim
são comuns a muitas receitas.
No café da manhã, o iogurte grego, que é suave e encorpado, pode ser
apreciado com frutas e coberto com o maravilhoso mel produzido na
Grécia. Tanto o iogurte como o mel grego predominam em toda a Europa.
Outras especialidades são as massas folhadas para tortas ou pitas, com
diversos recheios: de vários tipos de queijos isolados ou misturados (tiropita),
de espinafre (spanakopita), ou doces, como de creme, maçã (milopita) e
chocolate com banana. Os sucos de frutas naturais são imperdíveis.
Para um lanche rápido,
há o giros pita que consiste em carne de
carneiro ou pernil, temperadas e fatiadas a partir de um espeto
giratório e que pode ser servido tanto no prato, com salada, cebola,
iogurte e batatas fritas, ou com todos os ingredientes enrolado na pita,
um pão do tipo sírio, que se come com a mão como um sanduíche.
As sobremesas incluem saborosos doces feitos em geral no próprio
local de venda, como as loukoumádes (bolinhos tipo sonhos, fritos, com mel
e canela), bougátsa (doce de creme ou queijo com canela e açúcar), halvá,
rizogalo (arroz doce), galaktobúriko (torta de leite), baklavás (mil
folhas com amêndoas) e kadaífi (também de amêndoas e canela). As frutas
obedecem as estações perfumando o ar. Nas ilhas, entre agosto e
setembro, sente-se o tempo todo o cheiro dos figos maduros e doces que
nascem por todos os lugares. Entre agosto e setembro, também são saborosas
as melancias, abricós, pêssegos e os melões da ilha de Zakinthos. As
uvas e cerejas são maravilhosas... e é uma gentileza comum nos
restaurantes oferecerem um prato com frutas variadas como sobremesa.
De hábitos tradicionais, os gregos acham natural comerem, cada um com
seu garfo, de um mesmo prato com bolinhos ou salada, por exemplo. Nas
refeições principais, isso já não acontece. Tudo é temperado com muito
azeite, considerado o melhor e mais saudável do mundo. Várias
publicações médicas, em revistas de cardiologia, associam o consumo do
azeite grego e vinho em pequenas quantidades, como alimentação
preventiva à doenças cardíacas, pois fazem aumentar apenas o chamado
colesterol bom. Tanto que a ilha de Creta é o local do mundo de menor
incidência de doenças coronarianas, apesar de ser um dos povos que mais
fumam.
Os Mezédes
Bebida alcoólica,
sem comer: nunca!!! Qualquer bebida tem que vir acompanhada de algum
petisco. Aliás, os gregos são especialistas em mezédes, pequenas porções
de muitas coisas deliciosas, degustadas no almoço (antes das
refeições).ou no final da tarde. Podem ser patês para comer com pão: de
berinjela (melitzanosalata), coalhada com pepino e alho (tzatziki) ou de
ovas de peixe (taramosalata); tomates, abobrinhas, pimentões ou
berinjelas recheados (gemisto) com carne e molho; bolinhos de polvo ou
de carne (keftedes); queijo grelhado à milanesa (saganaki); frutos do
mar (lulas, camarões, polvo, mariscos) e pequenos peixes fritos;
charutinhos de folhas de uva (dolmadakia) quentes ou frios, servidos ou
não, com um saboroso molho de ovos com limão (avgolémono) e, claro, a
salada grega chamada de xoriátika (tomates, pepinos, finas fatias de
cebola, azeitonas, pimentão verde e uma fatia de um forte queijo de
cabra, o feta, temperada com orégano).
Os ouriços do mar,
que os gregos dizem que são afrodisíacos, também são servidos nas ilhas,
sobretudo no horário do pôr-do-sol,
temperados com azeite e limão, junto com outros mezédes.
Os mezédes, tão tradicionais na Grécia, em geral, são servidos com a
bebida típica grega, o ouzo (pronuncia-se uzo), um destilado
transparente de uva com anis, bastante forte, que pode ser bebido puro
ou com gelo e água (quando se torna de cor leitosa), ficando muito
refrescante. Por isso, os locais onde se comem os melhores mezédes são
chamados de ouzerias. Apesar disso, muitos gregos preferem o tsípouro ou
o rakí , também destilados de uva porém, mais puros e com menos sabor de
anis. Mas ninguém vai se importar se preferir uma cerveja bem geladinha.
Os queijos
Os queijos gregos são deliciosos. Alguns, são famosos em todo o mundo,
como o Feta (feito de leite de cabra) e o Graviera; outros de produção
caseira e local, de determinados lugares, tem um paladar diferente e são
muito saborosos. Os queijos de Metsovo são especiais, principalmente os
defumados, que são servidos derretidos para comer com pão ou em crepes.
Nas ilhas é comum se encontrar queijos deliciosos e típicos como o
Graviera de Creta, o Kaseri e o Kefalotiri.
O Vinho
A Grécia Clássica era relativamente austera no que diz respeito aos
prazeres da mesa mas o vinho representou um papel importante em sua
civilização. Os gregos, grandes comerciantes, propagaram esse néctar por
todo o Mediterrâneo e, a par das
suas inclinações artísticas e intelectuais, o vinho os tornou sobejamente conhecidos no
mundo antigo.
Bravos consumidores,
para
os gregos qualquer refeição que se prezasse, mesmo a mais humilde, tinha
que ser convenientemente regada com os calorosos vinhos da Trácia, de
Tassos, ou de Quios. Não mudou muito até hoje.
Os vinhos gregos são de ótima qualidade e diferem-se a cada região.
Entre os brancos, são famosos os de Santorini, alguns premiados na
Europa, com suas uvas assirtico, atiri e aidani, cultivadas em solo
vulcânico. Em Limnos, Rodes e Patra destacam-se os moscatos e em
Kefalonia, o moscato e o robola. Os tintos mais famosos são de Nemea,
Creta, Naussa, Rodes, Paros e todo o norte da Grécia. Os doces, para
aperitivo ou sobremesa, também chamados de vino santo, são maravilhosos,
como os de Samos, Patra, Santorini e Limnos.
Os antigos gregos
sabiam produzir o vinho, mas tinham dificuldades em mantê-lo sadio
durante muito tempo. Uma das soluções encontradas, foi de misturar
algumas resinas ao vinho. Esse hábito culinário da Grécia Clássica
sobrevive no vinho mais típico e mais popular da Grécia, o Retsina.
Tradicionalmente aromatizado pela resina do pinheiro, o Retsina é um
vinho diferente, diante do qual é difícil ficar indiferente: é gostar ou
detestar. Quando fresco é suave e parece um branco leve, apesar da maior
graduação alcoólica. No engarrafado, sobressai mais o gosto de resina da
madeira do barril e assume um paladar diferente. Beba-o muito bem gelado
na praia, ou à tarde como aperitivo. Muitos Retsinas são de fabricação caseira. Alguns gregos o misturam com clube
soda ficando parecido com um espumante refrescante.
O Café
Igual a todos os outros países europeus, existem na Grécia muitas
cafeterias, e o café é uma mania grega tão notada como a brasileira.
Pode ser tomado forte, feito à maneira árabe com muito pó sedimentado no
fundo da xícara ou, no calor intenso do verão, gelado, como um frappé ,
batido puro, com leite, com o licor Baileys ou com sorvete de creme. Vem
sempre acompanhado de um copo de água. Com o café na mesa os gregos
ficam horas conversando ou jogando gamão.
Os cozinheiros
Os cozinheiros gregos eram homens livres, que se gabavam de ter como
antepassado Cadmus, fundador de Tebas e inventor da escrita. Chegaram
até nós os nomes de alguns “chefs” famosos e na época da dominação
romana houve mesmo algumas escolas de cozinhas em Atenas, onde eram
organizados concursos.
A culinária era, pois, uma profissão lucrativa e honrada.
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http://correiogourmand.com.br/info_01_cultura_gastronomica_03_cozinhas_do_mundo_grega.htm
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