Comida Típica De Roma

Bucatini all'amatriciana

Tipo de comida: massa
Ingredientes principais: molho de tomate, pancetta
Restaurante aconselhado: La Matriciana desde 1870



É uma massa feita com molho de tomate, pedaços de guanciale (tipo de bacon não defumado bem gorduroso), queijo parmesão e pecorino, vinho seco e cebola.

Chama-se amatriciana porque o bacon usado para fazer esse prato é de Amatrice, um vilarejo pequeno que fica no Abruzzo.

Cuidado com o bucatini: são spaghetti com um furo no meio. Feitos propositalmente para sujar camisas. Coloque um guardanapo no pescoço para comer!

Rigatoni ou Spaghetti alla carbonara

Tipo de comida: massa

Ingrediente principal: ovo cru

Restaurante aconselhado: La Carbonara desde 1906

Prato comum muito gostoso mas, muito pesado também. A massa é misturada com ovo cru e queijo que depois é cozida para criar um molhinho muito gostoso.

Rigatoni alla pajata

Tipo de comida: massa

Ingrediente principal: pajata

Restaurante aconselhado: Pommidoro

Esse é o prato mais típico e antigo de Roma e não é facil achá-lo nos restaurantes.

Rigatoni são massas curtas furadas no meio (como o penne) com molho a base de intestino de vitelo alimentado somente com leite (pajata). O intestino é lavado, mas o leite não é tirado do seu interior.

Não faça essa cara! Se você gosta de comer experimente! Ninguém pode ser um romano verdadeiro se não comer pajata... rsrsrs.

Coda alla vaccinara

Tipo de comida: carne

Ingredientes principais: rabo, salsão

Restaurante aconselhado: Trattoria Cecchino desde 1887

Rabo de boi cortado em pedaços e cozido em molho de tomate com muito salsão. Esse também não é um prato comum. Para experimentá-la precisa achar uma trattoria típica romana. Muito boa!

Trippa

Tipo de comida: carne

Ingredientes principais: bucho, tomate

Bucho de vitelo cozido em molho de tomate com parmesão, pecorino e hortelã. Geralmente é bem apimentado.

Saltimbocca alla romana

Tipo de comida: carne

Ingredientes principais: carne, presunto, vinho seco, sálvia

Brasileiros geralmente adoram esse prato. São pedacinhos de bife de vitela com presunto por cima e uma folha de sálvia.

Filetti di baccalà

Tipo de comida: fritura

Ingrediente principal: bacalhau

Trattoria aconselhada: Filettaro em Santa Barbara ai Librai

Prato romano muito comum feito com bacalhau envolto em uma massinha de farinha de trigo e água e frito. Apesar de ser fácil de achar esse prato em muitos restaurantes, não perca os filés de bacalhau da trattoria indicada acima. Nem parece uma trattoria, é uma porta meio escondida com uma placa escrito Filetti di Baccalà.

Fiori di zucca fritti

Tipo de comida: fritura

Ingrediente principal: flor de abóbora

Eu ADORO fiori di zucca fritti! Eles são recheados com mozzarella e alici, e fritos em uma massinha feita com farinha de trigo, água e cerveja.

É comum achar fiori di zucca nos restaurantes como antipasto.

Carciofi alla giudia

Tipo de comida: verdura

Ingrediente principal: alcachofra

Restaurante aconselhado: Nonna Betta e Giggetto al portico d'Ottavia

Comida típica da culinária judia. É simplesmente uma alcachofra frita no azeite e aberta como uma flor.

Não vão muitos ingredientes. O segredo é a alcachofra romana: um sabor único no mundo.

Você também vai encontrar lasagna, polenta, pizza e muitas outras comidas conhecidas. Eu não as coloquei nesta lista porque não são comidas típicas de Roma, mas pode comer tranquilo porque os restaurantes as fazem bem aqui também!

 

Vestuário na Roma Antiga

Também no vestuário Roma recebeu influência dos gregos. As roupas mais usadas pelos romanos eram as togas, muito semelhantes ao himation usado na Grécia Antiga.
Em Roma vestia-se uma túnica por baixo e a toga por cima. Essa toga era muito volumosa e suas características possibilitavam a identificação do grupo social do portador através do tamanho, forma ou cor da roupa.
Escravos, plebeus e mesmo soldados costumavam usar apenas uma túnica sobre o corpo.

 

Cobertura para a cabeça

Os romanos não tinham por hábito cobrir a cabeça, a não ser por ocasião de uma viagem. Nessas alturas poderiam colocar o petasus, um chapéu de abas largas, ou o cuculo, um capuz. Quando efetuavam sacrifícios, os homens romanos tapavam as cabeças com uma banda da toga ou do pallium.
Entre as mulheres existia o hábito de cobrir-se com a palla (um manto comprido que chegava até os pés) quando se deixava a casa. As viúvas utilizavam o ricinium, uma espécie de xale.

Roupa interior

Sabe-se pouco no que diz respeito à roupa interior (indumenta). As mulheres utilizavam uma faixa de tecido no peito (fascia pectoralis, também designada pelos nomes mammilia, strophium ou taenia) e o subligaculum, uma faixa de tecido colocada em volta dos rins. Esta última peça era também usada de início pelos homens, mas foi abandonada.

Vestuário das crianças

As crianças usavam a toga praetexta, uma toga que possuía uma banda púrpura. A partir dos 17 anos, os rapazes tomavam a toga uirilis, evento que significa a entrada na vida adulta e era marcado por uma cerimônia; as meninas usariam a stola a partir do momento em que se casassem.

Deuses Romanos

Deuses Romanos são divindades que fazem parte da mitologia romana.

A Religião Romana

A religião romana configura-se como politeísta; ela possui um numero imenso de divindades, as quais surgiram na medida em que Roma conquistava novos povos que habitaram a península do Lácio, entre os quais Sabinos, Latinos, Etruscos, que viviam naquele território e de outros, como os Gregos e Frísios, que viviam em outras regiões fora da península. Devemos ressaltar aqui, o fato de a cultura e religião gregas terem influenciado muito os romanos na formação de seu panteão, ao ponto de alguns estudiosos afirmarem que eles conquistaram aquele povo, mas por eles foram, culturalmente conquistados.

A Mitologia romana divide-se entre a tardia e mais literária e a antiga e ritualística e, ademais, ainda são divididos em 2 grupos: os "di indigetes", cujos deuses são do território de Roma, e os"di novensides", cuja origem é estrangeira.
Por outro lado, possuíam um sistema bastante elaborado de rituais, como o "Pax Deorum" – que consistia muitas vezes em danças, invocações ou sacrifícios, os quais eram aprendidos em escolas de sacerdócio e grupos relacionados aos deuses. Note que, apesar de serem imortais, estes deuses possuíam características e atitudes humanas e, por esse motivo, precisavam ser apaziguados.

Deuses Romanos e alguns de seus correlatos Gregos

Deuses Romanos Deuses Romanos

  • APOLO (Appolo) APOLO - deus da música, da poesia, da adivinhação (oráculos) e do Sol; protetor das Artes.

  • BACO (Bacchus) DIONÍSIO - deus do vinho e do delírio místico.

  • CARMENTA (Carmenta) - deusa das fontes e da profecia.

  • CERES (Ceres) DEMÉTER - deusa dos frutos e da terra; aparece em Roma, quando os Etruscos atacaram.

  • CIBELE (Cybela) REIA - mãe dos deuses; deusa da Natureza.

  • CONSO (Consus) - deus protetor do grão enterrado; o rapto das Sabinos aconteceu na sua primeira festa.

  • DIANA (Diana) ÁRTEMIS - deusa da Lua, da caça, da castidade.

  • EROS (Eros) EROS - o Amor personificado.

  • FAUNO (Faunus) PÃ - deus da fecundidade, protetor dos rebanhos e dos pastores, deus dos animais.

  • FLORA (Flora) - deusa de tudo o que floresce; esposa de Zéfiro.

  • JANO (Ianus) - deus da luz; tem dois rostos (um atrás e outro à frente); o seu templo, na entrada do fórum, tinha a porta aberta em tempo de guerra; foi-lhe consagrado o mês de Janeiro.

  • JUNO (Iuno) HERA- esposa de Júpiter, deusa da mulher, protectora do casamento e dos filhos.

  • JÚPITER (Iuppiter) ZEUS- grande protetor de Roma, deus do céu, da chuva, da luz e do raio; rei dos deuses.

  • LIBER (Liber) - deus da vinha (mais tarde confundido com Baco).

  • MARTE (Mars, Martis) ARES - pai de Rômulo e do povo romano; deus das colheitas e da guerra; foi-lhe consagrado o nome do primeiro mês do primitivo ano dos romanos.

  • MERCÚRIO (Mercurius) HERMES - deus do comércio, das estradas, da eloquência; mensageiro dos deuses.

  • MINERVA (Minerua) ATENA - deusa dos artistas e da inteligência; protetora do comércio e da indústria.

  • NEPTUNO (Neptunus) POSÍDON - deus do Mar.

  • PALES (Pales) - gênio, deus ou deusa dos rebanhos e dos pastores.

  • PLUTÃO (Pluto) HADES - deus dos Infernos.

  • POMONA (Pomona) - divindade dos frutos e das árvores.

  • QUIRINO (Quirinus) deus das colheitas, confundido com Rômulo e com Marte.

  • SATURNO (Saturnus) CRONOS - céu; pai de Júpiter; deus das sementeiras.

  • TELURE (Tellus) GEIA - deusa da terra ou das colheitas.

  • URANO (Uranus) URANO - personificação do Céu.

  • VERTUMNO (Vertumnus) - deus das estações do ano e do comércio.

  • VESTA (Vesta) - deusa do lar e do fogo (do lar).

  • VÉNUS (Venus) AFRODITE - deusa do Amor, da beleza; nascida das ondas do mar.

  • VULCANO (Vulcanus) HEFESTO- marido de Vénus; deus do fogo; com o auxílio dos Ciclopes, forjava os raios de Júpiter.

Curiosidades

  • Netuno era o de maior importância, considerado a divindade suprema do panteão romano.

  • Cada entidade divina representava forças da natureza ou sentimentos humanos.

  • O romano, que impregnava a sua vida pelo "numen", uma força divina indefinida presente em todas as coisas.

  • A expansão territorial do Império levou à incorporação de cultos orientais, bem como região daquele território, como o deus persa Mitra, o qual incluía a crença num redentor que perpetrava o batismo e a comunhão pelo pão e pelo vinho.

Roma

História de Roma Antiga e o Império Romano

República Romana, expansionismo da Roma Antiga, crise na República , Império Romano
 Guerras Púnicas, gladiadores, decadência do Império Romano, mitologia romana


Mito da fundação de Roma: loba amamentando Rômulo e Remo

 

Introdução
A história de Roma Antiga é fascinante em função da cultura desenvolvida e dos avanços conseguidos por esta civilização. De uma pequena cidade, tornou-se um dos maiores impérios da antiguidade. Dos romanos, herdamos uma série de características culturais. O direito romano, até os dias de hoje está presente na cultura ocidental, assim como o latim, que deu origem a língua portuguesa, francesa, italiana e espanhola.

Origem de Roma: explicação mitológica
Os romanos explicavam a origem de sua cidade através do mito de Rômulo e Remo. Segundo a mitologia romana, os gêmeos foram jogados no rio Tibre, na Itália. Resgatados por uma loba, que os amamentou, foram criados posteriormente por um casal de pastores. Adultos, retornam a cidade natal de Alba Longa e ganham terras para fundar uma nova cidade que seria Roma.

Origens de Roma : explicação histórica e Monarquia Romana (753 a.C a 509 a.C)
De acordo com os historiadores, a fundação de Roma resulta da mistura de três povos que foram habitar a região da Península Itálica: gregos, etruscos e italiotas. Desenvolveram na região uma economia baseada na agricultura e nas atividades pastoris. A sociedade, nesta época, era formada por patrícios ( nobres proprietários de terras ) e plebeus ( comerciantes, artesãos e pequenos proprietários ). O sistema político era a monarquia, já que a cidade era governada por um rei de origem patrícia.
A religião neste período era politeísta, adotando deuses semelhantes aos dos gregos, porém com nomes diferentes. Nas artes destacava-se a pintura de afrescos, murais decorativos e esculturas com influências gregas.

República Romana (509 a.C. a 27 a.C)
Durante o período republicano, o senado Romano ganhou grande poder político. Os senadores, de origem patrícia, cuidavam das finanças públicas, da administração e da política externa. As atividades executivas eram exercidas pelos cônsules e pelos tribunos da plebe.
A criação dos tribunos da plebe está ligada às lutas dos plebeus por uma maior participação política e melhores condições de vida.
Em 367 a.C, foi aprovada a Lei Licínia, que garantia a participação dos plebeus no Consulado (dois cônsules eram eleitos: um patrício e um plebeu). Esta lei também acabou com a escravidão por dívidas (válida somente para cidadãos romanos).

Formação e Expansão do Império Romano
Após dominar toda a península itálica, os romanos partiram para as conquistas de outros territórios. Com um exército bem preparado e muitos recursos, venceram os cartagineses, liderados pelo general Anibal, nas Guerras Púnicas (século III a.C). Esta vitória foi muito importante, pois garantiu a supremacia romana no Mar Mediterrâneo. Os romanos passaram a chamar o Mediterrâneo de Mare Nostrum.
Após dominar Cartago, Roma ampliou suas conquistas, dominando a Grécia, o Egito, a Macedônia, a Gália, a Germânia, a Trácia, a Síria e a Palestina.

Com as conquistas, a vida e a estrutura de Roma passaram por significativas mudanças. O império romano passou a ser muito mais comercial do que agrário. Povos conquistados foram escravizados ou passaram a pagar impostos para o império. As províncias (regiões controladas por Roma) renderam grandes recursos para Roma. A capital do Império Romano enriqueceu e a vida dos romanos mudou.

Principais imperadores romanos : Augusto (27 a.C. - 14 d.C), Tibério (14-37), Caligula (37-41), Nero (54-68), Marco Aurelio (161-180), Comodus (180-192).

gladiadores lutando - história de Roma Luta de gladiadores:
pão e circo
Pão e Circo
Com o crescimento urbano vieram também os problemas sociais para Roma. A escravidão gerou muito desemprego na zona rural, pois muitos camponeses perderam seus empregos. Esta massa de desempregados migrou para as cidades romanas em busca de empregos e melhores condições de vida. Receoso de que pudesse acontecer alguma revolta de desempregados, o imperador criou a política do Pão e Circo. Esta consistia em oferecer aos romanos alimentação e diversão. Quase todos os dias ocorriam lutas de gladiadores nos estádios ( o mais famoso foi o Coliseu de Roma ), onde eram distribuídos alimentos. Desta forma, a população carente acabava esquecendo os problemas da vida, diminuindo as chances de revolta.

Cultura Romana
A cultura romana foi muito influenciada pela cultura grega. Os romanos "copiaram" muitos aspectos da arte, pintura e arquitetura grega.
Os balneários romanos espalharam-se pelas grandes cidades. Eram locais onde os senadores e membros da aristocracia romana iam para discutirem política e ampliar seus relacionamentos pessoais.
A língua romana era o latim, que depois de um tempo espalhou-se pelos quatro cantos do império, dando origem na Idade Média, ao português, francês, italiano e espanhol.
A mitologia romana representava formas de explicação da realidade que os romanos não conseguiam explicar de forma científica. Trata também da origem de seu povo e da cidade que deu origem ao império. Entre os principais mitos romanos, podemos destacar: Rômulo e Remo e O rapto de Proserpina.

Religião Romana
Os romanos eram politeístas, ou seja, acreditavam em vários deuses. A grande parte dos deuses romanos foram retirados do panteão grego, porém os nomes originais foram mudados. Muitos deuses de regiões conquistadas também foram incorporados aos cultos romanos. Os deuses eram antropomórficos, ou seja, possuíam características ( qualidades e defeitos ) de seres humanos, além de serem representados em forma humana. Além dos deuses principais, os romanos cultuavam também os deuses lares e penates. Estes deuses eram cultuados dentro das casas e protegiam a família.
Principais deuses romanos : Júpiter, Juno, Apolo, Marte, Diana, Vênus, Ceres e Baco.

Crise e decadência do Império Romano
Por volta do século III, o império romano passava por uma enorme crise econômica e política. A corrupção dentro do governo e os gastos com luxo retiraram recursos para o investimento no exército romano. Com o fim das conquistas territoriais, diminuiu o número de escravos, provocando uma queda na produção agrícola. Na mesma proporção, caia o pagamento de tributos originados das províncias.
Em crise e com o exército enfraquecido, as fronteiras ficavam a cada dia mais desprotegidas. Muitos soldados, sem receber salário, deixavam suas obrigações militares. 

Os povos germânicos, tratados como bárbaros pelos romanos, estavam forçando a penetração pelas fronteiras do norte do império. No ano de 395, o imperador Teodósio resolve dividir o império em: Império Romano do Ocidente, com capital em Roma e Império Romano do Oriente (Império Bizantino), com capital em Constantinopla.
Em 476, chega ao fim o Império Romano do Ocidente, após a invasão de diversos povos bárbaros, entre eles, visigodos, vândalos, burgúndios, suevos, saxões, ostrogodos, hunos etc. Era o fim da Antiguidade e início de uma nova época chamada de Idade Média.

Legado Romano

Muitos aspectos culturais, científicos, artísticos e linguísticos romanos chegaram até os dias de hoje, enriquecendo a cultura ocidental. Podemos destacar como exemplos deste legado: o Direito Romano, técnicas de arquitetura, línguas latinas originárias do Latim (Português, Francês, Espanhol e Italiano), técnicas de artes plásticas, filosofia e literatura.

 CURIOSIDADES

A arte na Grécia Antiga

As manifestações artísticas no mundo grego alcançaram notável desenvolvimento, refletindo as tradições e as principais transformações que ocorreram nessa sociedade ao longo da antigüidade.

A arte grega è antropocentrica, preocupada com o realismo, procurou exaltar a beleza humana, destacando a perfeição de suas formas, è ainda racionalista, refletindo em suas manifestações as observações concretas dos elementos que envolvem o homem.

A arte Pré Helênica

A arte cretense chegou até nós a partir das ruínas do Palácio de Cnossos, e demonstra a influência das civilizações do Oriente Próximo, como a grandiosidade do próprio palácio, assim como as características da pintura, principalmente as figuras humanas, normalmente caracterizadas pela cabeça em perfil e os olhos de frente; o corpo de frente e as pernas de perfil.

A arte micênica caracterizou-se principalmente pelo desenvolvimento da arquitetura, tendo como modelo o megaron micênico (sala central do palácio de Micenas) e pelo desenvolvimento do artesanato em cerâmica, onde encontramos figuras decorativas, retratando cenas do cotidiano. Apesar da forte influência cretense, a arte micênica tendeu a desenvolver elementos peculiares, iniciando uma distanciação das influências orientais.

Homens e deuses na arte grega

Para compreendermos melhor as manifestações artísticas dos gregos é necessário retomar a importância da religião e de sua manifestação na vida humana.

A MITOLOGIA significa o estudo dos mitos, ou seja , o estudo da história dos deuses. Isso quer dizer que, para os gregos, cada deus nasceu em um certo momento e desenvolveu sua vida com características próprias. Mais, os gregos deram representavam os deuses com a forma humana e principalmente acreditavam que possuíam virtudes e defeitos.

A religião grega dava grande valor aos deuses ao mesmo tempo em que dava grande valor aos homens. Por isso sua cultura é considerada antropocêntrica, individualista e racional; é ainda hedonista, possibilitando ao homem a realização de obras de que reflitam seus sentimentos internos, produzindo por prazer, sem ser utilitarista, como vimos na cultura antiga oriental, pragmática.

A arquitetura grega

A principal manifestação da arquitetura foram os templos gregos.

O fato de serem politeístas e de acreditarem na semelhança entre deuses e homens, criou uma expressão religiosa singular no Mundo Grego, sendo que os templos dos mais variados deuses se espalharam por todas as cidades gregas.

Os templos eram construídos normalmente sobre uma plataforma de um metro de altura chamada estereóbato.

Os edifícios públicos também têm importância arquitetônica e refletem as transformações [políticas vividas pelas principais cidades gregas, como Atenas.

A utilização de colunas de pedra é uma das características marcantes da arquitetura grega, sendo responsável pelo aspecto monumental das construções.

A princípio as colunas obedeceram a dois estilos: o Dórico, mais simples e "mais pesado" , e o Jônico, considerado "mais suave". No século V surgiu o estilo Coríntio, considerado mais ornamentado, refinado. Foi neste século V , também conhecido como século de ouro ou ainda século de Péricles, que a arquitetura conheceu seu maior desenvolvimento, tendo como grande exemplo o Partenon de Atenas, do arquiteto Ictino.

A escultura grega

Entre os séculos XI e IX a.C. a escultura produziu pequenas obras, representando figuras humanas, em argila ou marfim. Durante o período arcaico a pedra tornou-se o material mais utilizado, comum nas simples estátuas de rapazes ( Kouros) e de moças (Korés) e ainda refletiam a influência externa.

O apogeu da escultura ocorreu no período clássico, durante o século V , quando as obras ganharam maior realismo, procurando refletir a perfeição das formas e a beleza humana, e posteriormente ganharam dinamismo, como se percebe no Discóbolo de Miron. 

http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=43

CURIOSIDADES

 




Farta e saudável: a saborosa comida grega

 
 
Virgínia Brandão
Os gregos apreciam comer bem e desenvolveram, através dos tempos, uma culinária característica, considerada uma das mais saudáveis (baixo teor de gordura), saborosas e variadas do mundo, baseada no que a produção local disponibiliza.
Essa tradição de comida saudável vem de longa data. Já para os antigos gregos a alimentação era o melhor meio de se manter a saúde. Prova disto é que ao famoso Hipócrates de Cós (o pai da medicina, século 5 a.C.) são atribuídos textos de dietética que constituem um verdadeiro receituário, com uma listagem minuciosa dos alimentos consumidos na Grécia Clássica: o azeite de oliva, os peixes e frutos do mar, muitos dos quais eram conservados e salgados, e os vinhos - tal como acontece hoje - já eram importantes na dieta do povo naquela época.
Mas a cozinha do país foi mudando ao longo dos tempos, à medida que a Grécia foi sofrendo influências ditadas pela História e hoje pode ser considerada uma simbiose da culinária do Mediterrâneo Oriental com alguma influência italiana e balcânica.
Durante séculos, a Grécia fez parte do Império Otomano, que subjugou o decadente império com sede em Constantinopla. As tendências culinárias foram se cruzando. Se foram os turcos que influenciaram a cozinha grega, ou se aconteceu o contrário, é uma discussão interminável, mas o fato é que as semelhanças entre a cozinha grega atual e outras do Mediterrâneo Oriental são gritantes. Pratos como o charutinho com folhas de uva , ou de repolho, (dolmas em grego) aparecem na cozinha grega, na libanesa e também na de alguns paises balcânicos que fizeram parte do Império Otomano. A presença balcânica será sensível na difusão do iogurte, outro traço característico da cozinha grega.
O tsatsiki, o iogurte com uma salada de pepino é mais um exemplo dessa simbiose, pois, também, é muito popular na Síria e no Líbano,
O prazer da comensalidade e da boa mesa

Se bem a alimentação era indispensável para fortalecer os homens para a guerra, os gregos nunca desprezaram os prazeres da mesa em tempos de paz. Consideravam as refeições comunitárias como uma marca de civilização e o banquete como uma manifestação artística e a negação da barbárie.

A vida social dos gregos inclui horas ao redor de uma mesa, em alguma taverna, comendo, bebendo e conversando, tanto no almoço, depois do qual fazem a siesta, como no jantar.
O clima , a natureza , as paisagens paradisíacas, a música e a alegria e hospitalidade do povo grego, deixam a comida ainda mais gostosa e prazerosa.
Os Ingredientes
Graças ao seu clima e à sua posição geográfica junto ao Mediterrâneo, a Grécia tem o privilégio de produzir ingredientes muito saborosos; as frutas e hortaliças amadurecem em todo seu esplendor, sem umidade, com toda a intensidade dos aromas, cores e nuances ao paladar. Os tomates são extremamente doces, os pepinos muito crocantes, as frutas um capítulo à parte - a Grécia é a maior exportadora para a Europa de pêssegos, damascos, melões, cerejas e melancias.
O cereal básico da comida grega é o trigo, porém cevada também é comum. Vegetais importantes na culinária grega incluem tomate, berinjela, ervilha, quiabo e cebola. Pratos com peixe também são comuns, especialmente nas regiões costeiras. Óleo de oliva, produzido das árvores proeminentes pela Grécia, adiciona o sabor distinto da comida grega.
Como na Grécia não existem pastos para criação de gado bovino, eles criam ovelhas, cabras e carneiros, que não necessitam de terras muito férteis. Portanto, os pratos mais tradicionais, levam em suas receitas a carne de carneiro.
A Cozinha
Com exceção das ilhas, a imagem da cozinha grega não se associa aos peixes. É uma cozinha de terra firme, de cultivos, que tem como base a berinjela, os tomates, as abóboras, os pimentões, o pepino, os alhos, o grão-de-bico, o feijão ou as lentilhas e o arroz.
A culinária grega baseia-se em ingredientes frescos. Carne ou peixes são simplesmente grelhados servidos com ervas, especialmente o extremamente cheiroso orégano, ou molho de limão. Carneiro, frango e porco podem ser servidos grelhados em bistecas (brizola), em espetinhos como um churrasco (souvláki), ou, ainda, cozidos em saborosos molhos. As costeletas de carneiro são deliciosas. À base de tomate com especiarias, há o stifado, cozido de carne ou polvo, com ervas, tomate, cebolinhas, azeite, vinagre e suave sabor de canela. Da culinária mais tradicional destacam-se as massas como o mussaká, que é uma espécie de lasanha com berinjela e o pasticcio, com macarrão, carne e molho bechamel.
Os peixes e frutos do mar recém pescados, fritos ou grelhados, fazem parte integrante da culinária grega. Destacam-se o octapodi (polvo) e a kalamarakia (lulas); a Barbúnia (trilha) e o Lavráki (robalo) ou os excelentes garides (camarões) e astakós (lagostas).

O limão está presente em muitos pratos gregos e é preponderante no avgolemono, a mais popular sopa do país, de paladar bem marcante, a base de arroz, ovo e limão. A mesma combinação de limão e ovo é usada no molho avgolemono, que serve para muitos tipos de carne.
Usam-se elementos doces e salgados; e ingredientes como nozes e gergelim são comuns a muitas receitas.
No café da manhã, o iogurte grego, que é suave e encorpado, pode ser apreciado com frutas e coberto com o maravilhoso mel produzido na Grécia. Tanto o iogurte como o mel grego predominam em toda a Europa. Outras especialidades são as massas folhadas para tortas ou pitas, com diversos recheios: de vários tipos de queijos isolados ou misturados (tiropita), de espinafre (spanakopita), ou doces, como de creme, maçã (milopita) e chocolate com banana. Os sucos de frutas naturais são imperdíveis.
Para um lanche rápido, há o giros pita que consiste em carne de carneiro ou pernil, temperadas e fatiadas a partir de um espeto giratório e que pode ser servido tanto no prato, com salada, cebola, iogurte e batatas fritas, ou com todos os ingredientes enrolado na pita, um pão do tipo sírio, que se come com a mão como um sanduíche.
As sobremesas incluem saborosos doces feitos em geral no próprio local de venda, como as loukoumádes (bolinhos tipo sonhos, fritos, com mel e canela), bougátsa (doce de creme ou queijo com canela e açúcar), halvá, rizogalo (arroz doce), galaktobúriko (torta de leite), baklavás (mil folhas com amêndoas) e kadaífi (também de amêndoas e canela). As frutas obedecem as estações perfumando o ar. Nas ilhas, entre agosto e setembro, sente-se o tempo todo o cheiro dos figos maduros e doces que nascem por todos os lugares. Entre agosto e setembro, também são saborosas as melancias, abricós, pêssegos e os melões da ilha de Zakinthos. As uvas e cerejas são maravilhosas... e é uma gentileza comum nos restaurantes oferecerem um prato com frutas variadas como sobremesa.

De hábitos tradicionais, os gregos acham natural comerem, cada um com seu garfo, de um mesmo prato com bolinhos ou salada, por exemplo. Nas refeições principais, isso já não acontece. Tudo é temperado com muito azeite, considerado o melhor e mais saudável do mundo. Várias publicações médicas, em revistas de cardiologia, associam o consumo do azeite grego e vinho em pequenas quantidades, como alimentação preventiva à doenças cardíacas, pois fazem aumentar apenas o chamado colesterol bom. Tanto que a ilha de Creta é o local do mundo de menor incidência de doenças coronarianas, apesar de ser um dos povos que mais fumam.

Os Mezédes
Bebida alcoólica, sem comer: nunca!!! Qualquer bebida tem que vir acompanhada de algum petisco. Aliás, os gregos são especialistas em mezédes, pequenas porções de muitas coisas deliciosas, degustadas no almoço (antes das refeições).ou no final da tarde. Podem ser patês para comer com pão: de berinjela (melitzanosalata), coalhada com pepino e alho (tzatziki) ou de ovas de peixe (taramosalata); tomates, abobrinhas, pimentões ou berinjelas recheados (gemisto) com carne e molho; bolinhos de polvo ou de carne (keftedes); queijo grelhado à milanesa (saganaki); frutos do mar (lulas, camarões, polvo, mariscos) e pequenos peixes fritos; charutinhos de folhas de uva (dolmadakia) quentes ou frios, servidos ou não, com um saboroso molho de ovos com limão (avgolémono) e, claro, a salada grega chamada de xoriátika (tomates, pepinos, finas fatias de cebola, azeitonas, pimentão verde e uma fatia de um forte queijo de cabra, o feta, temperada com orégano).
Os ouriços do mar, que os gregos dizem que são afrodisíacos, também são servidos nas ilhas, sobretudo no horário do pôr-do-sol, temperados com azeite e limão, junto com outros mezédes.

Os mezédes, tão tradicionais na Grécia, em geral, são servidos com a bebida típica grega, o ouzo (pronuncia-se uzo), um destilado transparente de uva com anis, bastante forte, que pode ser bebido puro ou com gelo e água (quando se torna de cor leitosa), ficando muito refrescante. Por isso, os locais onde se comem os melhores mezédes são chamados de ouzerias. Apesar disso, muitos gregos preferem o tsípouro ou o rakí , também destilados de uva porém, mais puros e com menos sabor de anis. Mas ninguém vai se importar se preferir uma cerveja bem geladinha.
Os queijos

Os queijos gregos são deliciosos. Alguns, são famosos em todo o mundo, como o Feta (feito de leite de cabra) e o Graviera; outros de produção caseira e local, de determinados lugares, tem um paladar diferente e são muito saborosos. Os queijos de Metsovo são especiais, principalmente os defumados, que são servidos derretidos para comer com pão ou em crepes. Nas ilhas é comum se encontrar queijos deliciosos e típicos como o Graviera de Creta, o Kaseri e o Kefalotiri.

O Vinho

A Grécia Clássica era relativamente austera no que diz respeito aos prazeres da mesa mas o vinho representou um papel importante em sua civilização. Os gregos, grandes comerciantes, propagaram esse néctar por todo o Mediterrâneo e, a par das suas inclinações artísticas e intelectuais, o vinho os tornou sobejamente conhecidos no mundo antigo.
Bravos consumidores, para os gregos qualquer refeição que se prezasse, mesmo a mais humilde, tinha que ser convenientemente regada com os calorosos vinhos da Trácia, de Tassos, ou de Quios. Não mudou muito até hoje.
Os vinhos gregos são de ótima qualidade e diferem-se a cada região. Entre os brancos, são famosos os de Santorini, alguns premiados na Europa, com suas uvas assirtico, atiri e aidani, cultivadas em solo vulcânico. Em Limnos, Rodes e Patra destacam-se os moscatos e em Kefalonia, o moscato e o robola. Os tintos mais famosos são de Nemea, Creta, Naussa, Rodes, Paros e todo o norte da Grécia. Os doces, para aperitivo ou sobremesa, também chamados de vino santo, são maravilhosos, como os de Samos, Patra, Santorini e Limnos.
Os antigos gregos sabiam produzir o vinho, mas tinham dificuldades em mantê-lo sadio durante muito tempo. Uma das soluções encontradas, foi de misturar algumas resinas ao vinho. Esse hábito culinário da Grécia Clássica  sobrevive no vinho mais típico e mais popular da Grécia, o Retsina.

Tradicionalmente aromatizado pela resina do pinheiro, o Retsina é um vinho diferente, diante do qual é difícil ficar indiferente: é gostar ou detestar. Quando fresco é suave e parece um branco leve, apesar da maior graduação alcoólica. No engarrafado, sobressai mais o gosto de resina da madeira do barril e assume um paladar diferente. Beba-o muito bem gelado na praia, ou à tarde como aperitivo. Muitos Retsinas são de fabricação caseira. Alguns gregos o misturam com clube soda ficando parecido com um espumante refrescante.
O Café

Igual a todos os outros países europeus, existem na Grécia muitas cafeterias, e o café é uma mania grega tão notada como a brasileira. Pode ser tomado forte, feito à maneira árabe com muito pó sedimentado no fundo da xícara ou, no calor intenso do verão, gelado, como um frappé , batido puro, com leite, com o licor Baileys ou com sorvete de creme. Vem sempre acompanhado de um copo de água. Com o café na mesa os gregos ficam horas conversando ou jogando gamão.
Os cozinheiros

Os cozinheiros gregos eram homens livres, que se gabavam de ter como antepassado Cadmus, fundador de Tebas e inventor da escrita. Chegaram até nós os nomes de alguns “chefs” famosos e na época da dominação romana houve mesmo algumas escolas de cozinhas em  Atenas, onde eram organizados concursos. A culinária era, pois, uma profissão lucrativa e honrada.



http://correiogourmand.com.br/info_01_cultura_gastronomica_03_cozinhas_do_mundo_grega.htm

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